Qualidade x preço

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Qualidade (sempre) custa caro?

Oi pessoal! Essa semana vou falar de qualidade e sua relação com o preço das coisas. E vou começar partilhando uma experiência pessoal. Sendo bem geração X, nasci em 1978, fui criada dentro de uma política muito estrita de contenção de despesas, e sempre achei que só podia comprar as coisas se fossem baratas.

O resultado foi um armário cheio de peças de pouca qualidade, que nem sempre me vestiam bem, só porque tinham sido “baratas”. Os anos passaram, a situação da minha família melhorou, mas essa mentalidade sempre me acompanhou. Quando meu pai faleceu há quase quatro anos, me vi com um pouco de dinheiro (deixado por ele) pela primeira vez na vida.

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E um dia, acompanhando uma amiga que estava fazendo compras com uma coaching de imagem pessoal, tive uma vontade enorme de passar por aquela experiência. Perdi meu medo e minhas reservas e passei a entrar em todas as lojas “caras” que eu nunca me permitia e a experimentar um monte de coisas, mesmo sem levar nada.

Troquei todo meu armário, não tenho mais nenhuma peça que tenha mais de um ano, e também aprendi a diferenciar o que é preço, o que é qualidade, o que vale a pena e o que não vale. Nunca fui, e ainda não sou, ligada em marcas. Muitas vezes compro uma peça numa grife e jogo a sacola fora, carrego na minha bolsa mesmo para não chamar a atenção. Não tenho o menor talento para ostentação.

Aproveito aqui para ressaltar que nunca mergulhei no mundo das “supergrifes”. Essa é uma opinião estritamente pessoal, mas acho que nada justifica uma bolsa de mil reais ou um óculos de sol de dois e meio. Luxo é só isso, luxo, e serve para milionários, não é sinônimo da melhor qualidade do planeta. Até porque, quem quer uma bolsa que, pelo preço, deveria durar 50 anos? Não vai enjoar, não?

Mas eu tenho um corpo difícil. Sempre fui gordinha, tenho seios grandes e ombros largos, com pernas não tão largas assim. Sou alta e minha proporção é de 2/3 de perna – a gazela! – e ainda tenho um monte de alergias então quase tudo feito “para mim”, com muita lycra, elastano e silicone, arrancam literalmente minha pele. Fácil, né? Hauhauhauhau.

Grife

Tudo isso significa que, no meu caso, algumas coisas valem a pena pagar o preço. Mas tem muita grife por aí que é só isso, grife. Tem marca que eu adoro o design, mas muita roupa veste mal ou desmancha rapidinho. Nas minhas empreitadas descobri que lojas como a Richards, a Gregory e a Fillity oferecem qualidade de verdade em suas peças, enquanto a Shoulder, a Siberian, a Carmen Steffens e a Le Lis Blanc às vezes deixam a desejar.

Na outra ponta, marcas como Marisa e Riachuelo, mesmo com as lojas “fashion”, não têm muita qualidade, você leva o que você paga, no entanto a C&A e a Luigi Bertolli – que está cada vez com preços mais acessíveis – oferecem roupas que podem durar bastante. O corte nunca é impecável, e elas podem ficar demodê, como dizia minha mãe, mas dificilmente se autodestroem em cinco minutos.

Quando a escolha vai ser feita online, e você não conhece a marca, o melhor é comprar uma peça e avaliar pessoalmente (ainda bem que todo site é obrigado a aceitar a devolução). Assim como para modelos, cores e looks, o ideal é você ir experimentando até criar um repertório de marcas que combinam melhor com você. E ficar sempre de olho nas promoções da sua etiqueta favorita para encher o seu armário de coisas lindas!

Criar um estilo coeso, seja ele moderno, elegante ou clássico, ao contrário do que muita gente pensa não é uma maratona frenética, mas sim abrir mão de determinadas marcas, determinados formatos, abdicar de algumas modas. Ninguém tem um corpo que fica bem em absolutamente tudo e seu estilo pessoal nem sempre vai encontrar opções em qualquer loja ou em qualquer liquidação. E isso só facilita o processo de construção de um closet divino. ;)

Além disso, também não é sinônimo de gastar uma fortuna. Peças clássicas para você, que você vai usar por muitos anos, devem ter mais qualidade e vão, sim custar um pouco mais (daí os outlets). Outras coisas, que são para uma ou duas temporadas, não precisam ser tão tops. Uma rasteirinha que você vai usar só esse verão pode ser, como dizem por aí “barateza”, mas o scarpin preto clássico você não vai querer comprar um novo todo ano, vai?

Eu mesma invisto pesado em sapatos, por conta das minhas alergias. Sim elas vão até o pé e sintéticos me causam coceira, ardor e bolhas. Mas quando o assunto é uma bolsa ou um óculos de sol, por exemplo, só compro nas ofertas e liquidações. Das bolsas eu enjoo rápido e adoro trocar toda hora e os óculos, coitados, sou desastrada, sabe? Imagina ficar me preocupando com um par de R$ 600,00? Nem morta! :D

E semana que vem, no último post do ano, vou falar de algumas lojas virtuais que não são especializadas em moda, mas que oferecem um monte de coisas legais. Não perca!

Um grande beijo!

karina

 

Karina Mikowski – Proprietária da loja Zibellini
e expert em outlets online – karina@zibellini.com.br

 

Pechincha da semana:

Óculos de lentes polarizadas (as melhores!) coleção Lenny Kravitz para a Chilli Beans por R$ 134,00.

Óculos de lentes polarizadas Polaroid por R$ 187,15, na Eotica.

Publicado em Moda

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